#OutubroComBatomRosa
Você vê tudo rosa, todo mundo fazendo campanha, quer participar, mas não entende muito bem o que está acontecendo? Calma, a gente explica.

 

Todo ano, em outubro, o mundo se junta para lembrar a importância da prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama. O Outubro Rosa é internacionalmente conhecido e seu símbolo é o laço cor-de-rosa, lançado pela Fundação Susan G. Komen for the Cure e distribuído aos participantes da primeira Corrida pela Cura, em Nova York, em 1990.
O câncer de mama é o segundo tipo de câncer mais frequente no mundo e o mais comum entre as mulheres (em 2010, foram mais de 49 mil casos no Brasil, superado apenas pelo câncer de pele, segundo o Instituo Nacional do Câncer). Grandes marcas e instituições participam, convertem parte de vendas para Ongs e projetos que apoiam mulheres que lutam contra o câncer de mama; lançam edições especiais de produtos; promovem encontros e corridas.
Nós do As Biritas abraçamos a causa: criamos uma hashtag para quem quiser participar e montamos uma lista com 10 coisas que você precisa saber sobre o câncer de mama. Lembrando que diagnósticos não são dados pela internet! Google não é médico, então vamos fazer o autoexame e procurar ajuda especializada, hein!
Para participar, é só postar uma foto sua de batom rosa (no Twitter ou no Instagram) com a hashtag #OutubroComBatomRosa e divulgar o link do post para espalhar informações sobre o câncer de mama para as mulheres por aí.

 

10 coisas que você precisa saber sobre o câncer de mama
1 – O que é?
O câncer de mama se caracteriza pela proliferação anormal, de forma rápida e desordenada, das células do tecido mamário.
2 – Por que acontece?
A doença se desenvolve em decorrência de alterações genéticas, chamadas mutações, que podem ser determinadas por vários fatores, entre eles: exposição a hormônios (estrogênios), irradiação na parede torácica para tratamento de linfomas, excesso de peso, ausência de atividade física, excesso de ingestão de gordura saturada e álcool.
3 – Como acontece?
Em seu funcionamento normal, o corpo substituiu as células antigas por células novas e saudáveis. As mutações genéticas podem alterar a habilidade da célula de manter sua divisão e reprodução sob controle, produzindo células em excesso, formando o tumor.
4 – Ter mulheres na família que têm ou já tiveram aumentam as suas chances de ter.
Ter mãe, irmã ou filha com câncer de mama aumenta o risco, apesar de 90% dos casos não terem origem hereditária. Se for detectada a mutação, as cirurgias preventivas conseguem reduzir bastante esse risco.
5 – O câncer de mama nem sempre aparece como um caroço.
A outra forma de aparecer é a microcalcificação, e só a mamografia consegue fazer o diagnóstico precoce. Há casos menos comuns em que ocorre uma secreção sanguinolenta pelo mamilo de forma espontânea ou descamação da auréola e do mamilo.
6 – Nem todo caroço no seio é um câncer.
A maioria dos nódulos que surgem são benignos. Existem ainda os falsos nódulos ou cistos. De qualquer maneira, qualquer paciente que identificar um caroço no seio deve procurar um mastologista para que o nódulo não cresça ou se torne maligno.
7 – Fazer mamografia todos os anos é necessário para detectar tumores.
A mamografia é a principal forma de diagnóstico precoce da doença. Quem tem histórico familiar deve fazer o exame a partir dos 25 anos. As demais, após os 40. Quanto antes detectado, maior as chances de cura.
8 – Bebidas alcoólicas aumentam o risco de desenvolver a doença.
O consumo de bebidas alcoólicas está associado com aumento do risco. O estado de menopausa e o tipo de bebida parecem não influenciar. Por isso, é importante a moderação no consumo de álcool.
9 – O exercício físico diminui risco de câncer de mama.
Alguns estudos observacionais sugeriram que 4 a 7 horas de exercícios físicos semanais podem reduzir o aparecimento de neoplasia mamária em até 20%, independentemente do estado menopausal.
10 – Quem menstrua muito cedo tem maior probabilidade de desenvolver a doença.
O risco aumenta porque essas mulheres menstruam mais vezes ao longo da vida, ficando excessivamente expostas ao estrogênio, hormônio que estimula as células da glândula mamária a se reproduzir.

Você pode ver mais informações no site da Sociedade Brasileira de Mastologia. 

@franvergari@FranVergari Leia mais…