Texto do The Tank

Um dos temas que sempre habitou os pensamentos de homens e mulheres na hora do sexo, na verdade nos minutos antecedentes, é a calcinha a ser retirada (ou afastada, hehe). E, curiosamente, o tema ganha força, pois parece que há uma grande parcela de mulheres que estão se “rebelando” contra o movimento: calcinha sexy, fio dental, asa delta, shortinhos, etc.

calcinhas da vovo

Parece que as “feministas” de plantão estão fazendo campanhas para que as mulheres usem as “calcinhas das vovós”, ou as “fraldas Pampers”, por serem, mais confortáveis.

Em primeiro momento, apenas deixo claro que, se pensarmos, há uma empresa vendendo as calçolas das Vovós em um site com o escrito “Feminist”, o que pode significar que há uma grande ação de marketing por trás das campanhas. Então, fica o alerta. No segundo momento, tenho que confessar que um dos maiores inimigos dos Lobos Maus, são as calçolas das vovós, ou vocês acham que se não fosse isso, o Lobo Mau iria querer só a Chapeuzinho Vermelho?

Mas, deixemos de lero-lero, e vamos ao assunto.

Minha vida inteira de relacionamento sempre ouvi das mulheres que as calçolas da vovó são as mais confortáveis, pois as outras “ficam enfiando”, “aperta”, “machuca”, etc.

Certa vez cheguei a ouvir “então enfie essa merda na bunda, para ver se é bom”. Cruel.
Refletindo sobre o assunto, imagino que usar as calcinhas sexys, como as “fio-dental”, deve ser algo como ter uma cueca que esprema o saco escrotal de modo muito, digamos, sútil e preciso.

Então, como fazer com a relação “conforto x sensualidade” ou “bem estar vs uma noite sexual rentável”?

Exatamente aqui que mencionamos as ações de feministas e a matéria publicada no New York Times de que o uso das calcinhas pequenas apenas aumentou 7% no último ano, ao passo que as “Pampers” cresceram em vendagem no patamar de 17%.

Ou seja, o comportamento feminino atual parece estar mudando e indo em direção diametralmente oposta àquele iniciado na segunda metade da década de 90, quando foram introduzidas à moda das calcinhas fio-dental, cavada, asa-delta, fininha, como as usadas pelas Angels da Victorias Secrets.

Provavelmente, essa moda veio da tendência das lingeries vendidas em sex-shops, onde as mulheres procuravam por uma lingerie mais sexy, para terem uma noite perfeita.

calcinhas da vovo2

Falem sério, só de pensar em lingerie da “Agent Provocateaur” ou da própria “Victoria Secret”, já sabemos que noite será promissora.

A tendência das calçolas grandes, largas, confortáveis, capaz de afugentar qualquer lobo mau, pode ser atribuída a duas ocorrências: a aderência aos estilos restrôs (tendência hipster) e aos movimentos feministas que promovem a imagem da mulher como ela deve ser, um ser humano de respeito e não um mero objeto sexual (tese extremamente tormentosa, mas que não é para ser aqui discutida), ou seja, sem o dever de ter que seduzir quem quer que seja.

As mulheres também teriam um outro fator incentivador para as “calcinhas para-quedas”, o fato das calcinhas menores, quando apertadas, poderem causar deformidades no corpo e no bumbum.

Há grifes se especializando no assunto, como a Ten Undies, criada por Daphne Javitch, que diz que a ideia começou quando ela entrava em lojas do ramo e tinha que perguntar pelas peças das vovós.

Empreendedora, acabou criando uma linha de calcinhas de algodão, shortinhos de menino (essas são deliciosas) e peças de cintura alta, no melhor estilo “Saint Tro Peito”.

A moda é tamanha que as calcinhas para-quedas fez com que a quantidade de “belfies” (Selfies dos bumbuns) aumentasse proporcionalmente.

Se as feministas querem que os homens não vejam as mulheres como seres altamente sedutoras, devem estar logrando êxito, pois uma minoria (para não dizer nenhum) homem deve ficar excitado quando a mulher abaixa a calça ou retira o vestido e se depara com uma pampers protegendo a dita cuja.

Pode parecer preconceituoso o que acabei de escrever, mas de fato, não é nada sexy ver a calçola do tamanho de uma bermuda, se for “nude” então, acho que nem se a lei da gravidade não existisse o amigo subiria.

Assim, com esse novo quadro, creio que o Homem não deve exigir sempre que a mulher vista uma calcinha sensual e, por seu turno, as feministas deveriam ceder e usar a roupa sensualiza, fato que faria bem para o casal (ou trio, quarteto, fica a critério).

Qual a solução?

Bom, como tudo na vida, a solução é atuar nem no “8”, nem no “80”, achar um ponto de equilíbrio.

Se o casal for casado, noivo ou namorado que se encontra com facilidade, dá para adequar os dias da calcinha vovó, com os dias das sensuais. Pois, apesar de haver vozes mentirosas, dificilmente se transa todo dia.

Agora, há ainda outras soluções: a mulher levar uma calcinha sexy na bolsa, antes da transa, trocá-la; tomar um banho antes e aparecer nua; usar venda nos olhos do homem, de modo que ele “não veja” o lençol à sua frente (sim, somos seres 100% visuais); tirar a roupa e por um roupão; usar uma capa, daquelas de filmes, pois são bem sensuais; ou, sim é possível, comprar uma calcinha da vovó bem bonita, com rendas, adicionar cinta-liga, etc.

As soluções são infinitas, basta usarmos a imaginação. Caso contrário, teremos que assumir que o final da história da chapeuzinho vermelho será muito triste, pois o lobo não poderá ser mau.”