Muita gente questiona como é a forma ideal e honesto para terminar um relacionamento.

Sempre fui adepto da ruptura “cara a cara”, “face to face”, porque me parecia muito mais escorreito e sincero. Terminar por e-mail, telefone, mensagens de fumaça, ou qualquer outra forma de ruptura me parecia um ato de covardia.

Mas, a vida sempre mostra que nem sempre é assim.

Me lembro certa vez, quando era bem novo, deveria ter uns 11 anos, que estava ficando com uma garota. Não gostava dela, é fato. Apenas queria ficar por ficar (sei que é um pensamento machista e pífio, reprovável. Mas não posso negar o que fiz), quem sabe investir em um algo a mais.

Mas a menina era louca. Um beijo foi o suficiente para ela traçar planos para nossas vidas inteiras. Viagens, presentes, trabalho, filhos.

Caraca, aquela porra toda me assustou. Pulei fora.

E como terminei?

Jamais atendi um telefone dela novamente. Foi estranho.

A partir daí pensei, um Homem sempre tem que terminar uma relação olhando para ela.

Fato que cheguei, quando ainda era jovem, a abjurar-me. Mas, estava certo de que jamais ocorreria.

Até que, pronto, a vida me mostra que cuspi para cima.

Muito recentemente me envolvi com uma das pessoas que mais amei na vida. Uma pessoa inteligente, legal, com um senso de humor questionável, mas era exatamente o que a tornava tão especial. A “bravura” ou a “braveza” da moça se contradizia com o rosto angelical, sem nenhum exagero. A moça não andava, desfilava, posso falar que fui um cara realizado, completo, apaixonado não só por ela, mas pela vida. Imaginava que, enfim, a atenção dos seres Supranaturais havia se virado para mim.

Mas, tudo o que é bom dura pouco. Se um sonho dura minutos, porque o meu duraria a eternidade (#Myinfinite).

Assim, aprendi que o #8 tem início e um fim, talvez não tenha o meio, mas certamente a grafite começa a desenhá-lo em algum momento e nesse mesmo ponto, irá terminá-lo.

Então, quando descobri que todo infinito é, na verdade finito, pois apenas “tende ao infinito” ou como nos ensinam os matemáticos através de limites e derivadas que  , me vi em uma situação sem solução, eis que jamais pensaria que o “até breve” seria na verdade um “Até nunca mais”, não me restando alternativa a não ser despedir-me por mensagem.

Parece sinal de covardia, mas, de fato, não é. Dar um basta ou aceitar um não de quem você só pretende ouvir o sim, é algo inenarrável. É preciso retirar forças de qualquer lugar, não importa de onde, mas você precisa ter e receber essa força.

E assim foi feito. Tentativa de diálogo. Ele ocorre.

Mas, os ânimos ainda exaltados impedem que o diálogo permaneça até o fim.

Pronto, foi feito.

Jamais criticarei um rompimento por e-mail, ele pode ser, as vezes, a melhor opção.

Se um dia o tempo e a vida nos aproximou, agora trataram de afastar.

E tudo termina com um “Fique bem”.

Anônimo